Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Ex-presidente do Instituto Brasileiro de Arquitetura afirma que lei foi aprovada para 'prestar contas' de aplicação de impostos

Por Cláudia Cardozo

Ex-presidente do Instituto Brasileiro de Arquitetura afirma que lei foi aprovada para 'prestar contas'  de aplicação de impostos
Paulo Ormindo de Azevedo
O professor de arquitetura da Ufba e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Arquitetura, Paulo Ormindo de Azevedo, também participou do seminário. Para Ormindo, a lei “aparentemente” foi aprovada para prestar contas de como estão sendo aplicados os impostos diante dos escândalos que envolvem o setor público. Ele pondera que a lei é um avanço, mesmo tendo limitações. Ormindo analisa que a norma impõe duas vertentes na prestação de informação, sendo uma de natureza e outra de valor de gasto – o chamado custo/benefício. Em sua visão, a lei chega em um momento especial, “quando o país se prepara para receber dois megaeventos internacionais e os gastos públicos estão sendo feitos de forma atropelada”, e que as informações prestadas não poderão ser apenas “uma mera planilha orçamentária” para que realmente possa haver controle público. “São cifras abstratas e é muito díficil saber se houve malversação dos recursos [… ]Tem que descrever os objetivos e em que consiste esses investimentos e quanto foi orçado e está custando”, avalia. A lei também é um grande trunfo para o jornalismo investigativo para o professor.
 
Ormindo acredita que a Copa é um bom momento para “exibir oportunidades e captar investimentos a médio e longo prazo” e não se ater a só atrair turista no período do evento. Mas ele sentencia que o Brasil pode estar fadado ao mesmo risco da África do Sul por não ter uma estratégia mercadologia para os equipamentos deixados após os jogos. Uma saída para o problema seria observar a experiência de Barcelona, que promove um mix de grandes e pequenos eventos continuados. Para o combate a corrupção e aos lobbys entre as construtoras e os governos, o professor afirma que é necessário desenvolver controles preventivos de superfaturamento e desperdício de recursos públicos, e que para isso é necessário rever o regime de licitações, que atualmente favorecem a formação de carteis. Por último, o arquiteto fez críticas ferranhas à Fifa, aos gastos exorbitantes dos eventos em um mundo em crise financeiras e os impactos ambientais das obras, que ferem os princípios da sustentabilidade.