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Documentos levam Lewandowski a acompanhar o voto do ministro Joaquim Barbosa

Documentos levam Lewandowski a acompanhar o voto do ministro Joaquim Barbosa
Após o intervalo, no julgamento do mensalão, nesta quarta-feira (22), o ministro-revisor Ricardo Lewandowski, tratou sobre a segunda acusação de peculato contra o réu Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB), referente aos bônus de volume. O ministro-revisor leu a acusação da Procuradoria-Geral da República, que sustenta que a DNA Propaganda, de Marcos Valério, não restituiu ao BB as bonificações de volume, que são pagas pelos veículos midiáticos para a agência sobre os preços das peças de propaganda veiculadas. De acordo com a acusação, os dirigentes do BB que deveriam fiscalizar essa restituição - no caso, Pizzolato, em conluio com Marcos Valério e seus sócios, permitiram a apropriação irregular dos bônus de volume pela DNA Propaganda. Lewandowski afirmou que: “Uma coisa são os bônus de volume, outra coisa é a possibilidade que eu pretendo demonstrar que é a empresa emite faturas a título de bônus de volume, mas que, na verdade, não correspondem a bônus de volume, mas sim a outros serviços", disse. O Ministério Público sustentou, segundo Lewandowski, que os bônus de volume foram indevidamente apropriados pela DNA Propaganda, ferindo norma contratual estabelecida com o Banco do Brasil. Segundo Lewandowski, os bônus de volume são pagos como uma premiação para a agência por conta da qualidade das peças publicitárias. Não podem ser transferidos para os anunciantes. Outras bonificações, não esta especificamente, podem ser repassadas para os anunciantes.  Lewandowski disse que estava convencido "até ontem à noite" de que não havia peculato no que tange aos bônus de volume, mas deparou-se com outros documentos que o levaram a "acompanhar o voto do ministro Joaquim Barbosa".