Advogado não nega que José Luiz Alves retirou recursos do PT
José Luiz Alves,ex-chefe de gabinete no Ministério dos Transportes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, abriu a décima sessão de julgamento do mensalão e explicou que nesat quarta-feira (15) seria iniciada a leitura dos votos dos ministros, mas com o atraso no primeiro dia, a sessão será "mesclada" com o fim das defesas e o início do voto do ministro relator, Joaquim Barbosa. O primeiro a falar foi José Roberto Garcia Lopes Pagliuso, advogado de José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto no Ministério dos Transportes. Ele é acusado de sacar R$ 600 mil para o então ministro Anderson Adauto, disse a Procuradoria. Ele também responde pelo crime de lavagem de dinheiro. Pagliuso pediu o exercício de abstração dos ministros, para imaginarem como Alves encarou a situação em 2003, quando foi ao banco sacar o dinheiro. "Ele sabia a origem, que era o Partido dos Trabalhadores". Pagliuso afirmou que Alves "sabia da existência das dívidas, sabia que o PT era coligado ao PL e não viu nada de estranho" em o PT pagar os débitos de campanha de Adauto. O advogado disse que houve um erro da denúncia, que atribuiu 16 saques a José Luiz Alves. "Por conta desse equívoco, José Luiz Alves suportou a situação de réu". Ele argumentou também que "José Luiz Alves não retirou saques a não ser no Banco Rural, a não ser assinando documento, entregando RG". "Como não está caracterizado o crime de lavagem de dinheiro, eu peço que José Luiz Alves seja absolvido", concluiu.
