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‘Um senhor de 67 anos vai passar 14 anos de reclusão com base nessas provas frágeis?’, questiona defesa de Carlos Quaglia

‘Um senhor de 67 anos vai passar 14 anos de reclusão com base nessas provas frágeis?’, questiona defesa de Carlos Quaglia
Carlos Alberto Quaglia,sócio da empresa Natimar
Foi chamado para a defesa de Carlos Alberto Quaglia, o defensor público Haman Tabosa, na sétima sessão do julgamento do mensalão, nesta sexta-feira (10). Ele foi o único dos 38 réus que precisou de um defensor público. Carlos Alberto é acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A Natimar, empresa da qual era sócio, era cliente da Bônus Banval e considerada central no suposto repasse de dinheiro do 'valerioduto' aos políticos do PP, acusados de envolvimento ao esquema. “Não foi comprovada a questão de fundo da lavagem de dinheiro. Ele sequer conhecia os políticos”, disse Tabosa. O defensor público afirmou que a Natimar operava legalmente e que Quaglia não tinha motivo para desconfiar da corretora Bônus Banval. Além disso, o defensor afirmou que os supostos envolvidos na quadrilha apontada pela procuradoria sequer se conheciam. "O desconhecimento de Marcos Valério foi reconhecido pelo próprio procurador-geral da República", diz. "Vale destacar que a ilustre Procuradoria-Geral da República, em suas cinco horas de sustentação oral, não destinou sequer um segundo ao senhor Carlos Alberto Quaglia”. Ao encerrar sua fala, Tabosa disse que “Um senhor de 67 anos vai passar 14 anos de reclusão com base nessas provas frágeis”, questionou.