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‘É kafkiana a acusação contra ela’, diz Mariz de Oliveira sobre Ayanna; sessão é suspensa por 30 minutos

O advogado da ex-diretora do Banco Rural Ayanna Godinho, Mariz de Oliveira, usou a norma da instituição financeira de que cliente com mais de dois anos de conta não poderia ser considerado suspeito de lavagem de dinheiro como argumento para defender sua cliente na sessão de julgamento do mensalão desta quarta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF). Tal regra, criticada pela procuradoria, foi decidida, segundo ele, em reunião do Comitê de Lavagem de Dinheiro, na qual Ayanna não estava presente. "Godinho assinou a ata, ele estava na reunião".  "Ela não conhecia os integrantes do chamado núcleo político. Ela não teve contato com ninguém. A quadrilha era por osmose", afirmou o defensor. Segundo ele, "é kafkniana a acusação contra ela. "Ela não tem nenhuma conduta apontada. Ela foi autora? Coautora? Partícipe? Colaborou de alguma forma a não ser aceitando aquele organograma do banco?”, questionou.  Ele pede que absolvam sua cliente. “Absolvam Ayanna Tenório. Acho que o sofrimento é indelével. A pena da execração pública é uma pena perpétua e cruel, mas a absolvição amenizará o seu sofrimento. Dará a ela condições de voltar ao mercado de trabalho”, suplicou.