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‘Eu não sei dizer o sofrimento dela’, diz defesa de Ayanna Tenório

‘Eu não sei dizer o sofrimento dela’, diz defesa de Ayanna Tenório
Foto: José Cruz/ABr
Assim como os outros dois advogados anteriores, na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o mensalão nesta quarta-feira (8), Mariz de Oliveira, defensor da ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, também alegou que, ao tempo da concessão dos empréstimos, a sua cliente não tinha o cargo. "A participação de Ayanna em uma única reunião do Comitê de Lavagem de Dinheiro se deu em junho de 2004”. Ele afirmou que, por conta do escândalo, Ayanna está "amargando um escanteio, uma marginalização do mercado". Mariz fez referência a três relatórios que foram citados por Carlos Godinho, ex-superintendente do banco, como provas das irregularidades do Banco Rural. Estes documentos foram enviados aos diretores e funcionários do banco no período em que sua cliente estava no banco. "Para Ayanna não foi enviado um relatório sequer. Não há assinatura de Ayanna. Quem assina? Carlos Godinho”. Mariz de Oliveira acrescentou que Godinho nunca alertou as denúncias que faria posteriormente em entrevistas à imprensa. Segundo o advogado, Ayanna passa por um "sofrimento inenarrável" por ter sido colocada de "escanteio" no mercado após as denúncias envolvendo seu nome no julgamento do mensalão. "Eu não sei dizer o sofrimento dela”. Em relação à gestão fraudulenta, o advogado afirmou que os empréstimos a Marcos Valério existiram. “Não é verdade que os empréstimos fossem falsos, simulados”.