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‘Não houve o bilhão com que o senhor procurador nos assustou, foram 93 milhões e não foram transações ilegais’, diz Bastos

‘Não houve o bilhão com que o senhor procurador nos assustou, foram 93 milhões e não foram transações ilegais’, diz Bastos
José Roberto Salgado
O advogado de José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural, Márcio Thomaz Bastos, destacou a trajetória profissional de seu cliente e apontou o que considerou fragilidades da denúncia contra o réu. "Quem é José Roberto Salgado? É um homem com uma vida impecável, uma carreira bancária impecável, autoridade em sistemas financeiros. A denúncia faz 21 referências a José Roberto Salgado, nenhuma dessas 21 com a indicação de qualquer conduta individual do meu cliente. Ela não indica que ele fez, praticou, conseguiu, tentou, se articulou", afirmou Bastos. Ele citou um trecho de depoimento deSalgado durante o processo. "O banco estava totalmente centralizado nas mãos de José Augusto Dumont, que na época era vice-presidente do banco. Cem por cento das operações estavam em suas mãos. Você tinha as diretorias constituídas, mas a decisão final e todo o poder era definido a partir do senhor José Augusto Dumont". O advogado afirmou que, quando seu cliente ocupou o posto de vice-presidente do Banco Rural, os empréstimos já tinham sido deferidos por Dumont, vice em 2003, morto em 2004. Bastos disse que houve transferência de recursos aos tomadores dos empréstimos, entretanto, contesta os valores. "Não houve o bilhão com que o senhor procurador nos assustou, foram 93 milhões e não foram transações ilegais”, garante. Ainda em referência sobre a alegação da procuradoria de que os empréstimos foram fraudulentos, o advogado afirmou que o Banco Rural recebeu do PT, "e só não recebeu do Marcos Valério, porque ele quebrou". Além disso, Bastos disse que “a origem dos recursos que Marcos Valério trabalhava era absolutamente lícita", acrescentando que não se podia duvidar do dinheiro que vinha de instituições financeiras de renome, como o Banco do Brasil e o Itaú.