Comissão da Verdade vai seguir busca de ossadas dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia
A Comissão Nacional da Verdade vai acompanhar os trabalhos do Grupo de Trabalho Araguaia, designado a localizar e identificar os desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, ocorrida no sul do Pará, entre os anos de 1972 e 1974. Familiares dos desaparecidos serão ouvidos nos próximos dias. O Grupo de Trabalho Araguaia que reúne especialistas dos ministérios da Justiça, Defesa e Direitos Humanos, está sendo criticado pela maior parte dos familiares dos desaparecidos, pois eles afirmam que o governo desperdiça recursos com expedições desde 2009 e não conseguiram identificar os restos mortais de nenhum guerrilheiro. A Comissão da Verdade havia tratado da questão em uma reunião na semana passada, em Brasília. Na ocasião, a discussão foi em relação à demora na identificação dos restos mortais, já localizados na região. São 19 ossadas, reunidas na Universidade de Brasília (UnB) para serem analisados. O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um dos integrantes da comissão, sugeriu que o Brasil procure ajuda no exterior, caso não possua conhecimento científico e tecnológico suficiente para a identificação. O representante da Secretaria de Direitos Humanos, Gilles Gomes, o principal problema não é a falta de tecnologia, mas a adversidade da região. “Estamos falando de um material que está depositado há quarenta anos no solo de uma floresta tropical. Há casos em que não se encontra mais nenhum material orgânico que permita a análise do DNA”, afirmou. Informações do site Estadão.
