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Ladrão de obras raras age de dentro de presídio

De Bangu 2, em meio a 700 detentos, sob vigilância e cercado por muros, Laéssio Rodrigues de Oliveira, 39, continua a praticar crimes, diz a Polícia Federal. Ele tem em sua ficha roubos e furtos de obras raras em ao menos 14 instituições como bibliotecas e museus de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Condenado a 12 anos, o ex-estudante de biblioteconomia está no presídio Alfredo Tranjan, em Bangu, desde 2007.Processos analisados na Justiça Federal mostram que, por crime, Oliveira lucra cerca de R$ 500 mil. "Considero-o o maior assaltante de obras raras do país. Preso, conseguiu convencer muito bandido de que é melhor furtar uma obra rara do que vender cocaína", diz o delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal no Rio. Em sua casa, por exemplo, foram achados 15 livros, 76 fotos e documentos atribuídos a Dom Pedro 2º. Oliveira teve a pena reduzida a cinco anos, por bom comportamento e trabalho no cárcere.