Justiça condena prefeito a pagar com dinheiro próprio a pintura de prédios públicos
O prefeito de Palestina de Góia, cidade localizada a 303km de Goiânia, foi condenado pela Justiça a pagar, com o próprio dinheiro, a pintura e troca de bens públicos da cidade. O Ministério Público moveu a ação contra Eduardo Talvani de Lima Couto (PSC) por ter mandando pintar de verde alguns prédios do município e ter colocado lâmpadas da mesma cor nas ruas da cidade. O juiz Thiago Castelliano Lucena de Castro, na última terça-feira (19), afirmou que o prefeito violou os princípios da administração pública por usar as cores do partido na reforma dos edifícios da cidade.
Eduardo Couto é pré-candidato à reeleição e nega que tenha feito manifestação política e justificou que gosta da cor verde por ser “ambientalista”. Ele declarou que a única reforma feita por sua gestão foi da prefeitura e do coreto e que o restante já estava pronto quando tomou posse no cargo. Ainda segundo o alcaide, as lâmpadas verdes só foram colocadas em uma praça e que isso foi feito para “padronizar com a prefeitura”. O prefeito terá 15 dias para fazer as mudanças e em caso de descumprimento da decisão da Justiça, pagará multa diária de R$ 4 mil. Couto afirmou que vai recorrer da decisão.
O Ministério Público afirma que desde 2011 o prefeito tem feito uso de propaganda eleitoral extemporânea, e fere a Lei das Eleições. A ação ainda denuncia que o prefeito faz propaganda eleitoral em um ônibus ilustrado com fotografias pessoais e que os veículos circulam com intensidade em Palestina de Goiás e é estacionado em locais de grande circulação de pessoas propositadamente. O transporte, segundo a ação, ainda seria utilizado para transportar eleitores para eventos, excursões, festas, e deslocar alunos matriculados em cursos superiores para estudarem em cidades próximas, como Caiapônia.
