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Eliana Calmon diz que juiz não poderá atuar em caso se comprovada amizade com réu

A corregedora nacional de Justiça ministra Eliana Calmon, afirmou, nesta terça-feira (19), que se ficar comprovada uma relação de intimidade entre um dos réus da Operação Monte Carlo e o juiz titular da 11ª Vara Federal da seção de Goiás, Leão Aparecido Alves, ele não poderá ficar responsável pelo caso. Em reportagem, o jornal Folha de São Paulo revelou que o magistrado é amigo da família de José Olímpio de Queiroga Neto, um dos presos, acusado de comandar a exploração de jogos ilegais no entorno do Distrito Federal. Calmon explicou que ainda precisa avaliar o caso, mas “ouviu dizer” que um telefone de Leão havia caído nos grampos. “Não sei se tem ou não condições [de assumir o caso]. O que posso dizer é que no correr das investigações houve certo temor do juiz da causa em razão de uma interceptação telefônica que era de um telefone do juiz Leão”.  Dizendo-se “preocupada”, a ministra vai ouvir o magistrado sobre o caso. Apesar de a Operação Monte Carlo estar sob a responsabilidade da 11ª Vara, Leão não atuou no caso. O responsável pela investigação era o juiz substituto, Paulo Augusto Moreira Lima, que deixou o caso em 14 de junho. Entretanto, Paulo enviou um ofício à corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), pedindo para sair do caso, pois estava sofrendo ameaças
.  Informações do site Folha de São Paulo.