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CNJ arquiva processo contra ministro do TST acusado de contratar funcionário fantasma

CNJ arquiva processo contra ministro do TST acusado de contratar funcionário fantasma
Voto de Eliana Calmon pela abertura do processo foi vencido

O processo que investiga o ministro Emmanoel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi arquivado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por 8 votos a 6 na sessão desta terça-feira (5). O ministro é acusado de empregar um funcionário fantasma em seu gabinete. Ele é pai do advogado Emmanoel Campelo de Souza Pereira, indicado pela Câmara dos Deputados para ocupar uma vaga no CNJ. Apurações do Ministério Público Federal aponta que o servidor Francisco Pereira dos Santos Júnior era contratado pelo gabinete do ministro, mas nunca esteve no gabinete em Brasília para dar expediente. O MPF também apontou que Santos Junior falsificou documentos fingindo ser servidor da Câmara Municipal de Macaíba (RN) para que pudesse ser requisitado pelo TST. A maioria dos conselheiros do CNJ entendeu que não ficou provado que Pereira sabia da fraude, mesmo com indícios de irregularidade. Também alegaram que o caso já foi arquivado em diversas instâncias, inclusive no Tribunal de Contas da União (TCU). O juiz federal Silvio Rocha, conselheiro do CNJ afirmou que o erário público tem vários meios der ser recomposto, mas a honra de uma pessoa, uma vez maculada, não tem recuperação. Por isso, votou contra a abertura do processo contra o ministro. O conselheiro Bruno Dantas afirmou que se houvessem elementos que comprovassem que o ministro sabia da fraude o MPF já teria oferecido uma denúncia. Já para ministra Eliana Calmon, que votou pela abertura do processo, os outros órgãos aguardavam um posicionamento do CNJ sobre o assunto.