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Empresa de Eike Batista responderá ação do MPF por restringir acesso à Marina da Glória

Empresa de Eike Batista responderá ação do MPF por restringir acesso à Marina da Glória
A empresa MGX, do empresário Eike Batista responderá a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ). O órgão afirma que a empresa restringiu o acesso da população à Baia de Guanabara e à Marina da Glória, no Parque do Flamengo. A ação, assinada pela procuradora da República Ana Padilha de Oliveira, pede que a empresa restitua a finalidade pública do Parque do Flamengo, área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em caso de descumprimento, a empresa ficaria incumbida de arcar com multa diária no valor de R$ 1.000. A procuradora afirma que o MPF pretende possibilitar ao público o acesso e uso da praia e que o direito da população não é respeitado devido às barreiras físicas criadas para impedir o trânsito do público no local. A MGX assumiu o controle da empresa que detinha o direito de explorar o Complexo da Marina da Glória em 2009. Na época, a Federação de Remo do RJ apresentou representação ao Iphan, pois o acesso público de pessoas e barcos às águas da Marina da Glória estava restrito. A ação afirma que certos clubes foram impedidos de lançar seus barcos à Baía de Guanabara, devido ao fechamento da rampa de saída para o mar. Em 2010, peritos do MPF vistoriaram o local e constataram a limitação de acesso. Informações do Última Instância.