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Vice-procuradora-geral da República defende cotas raciais em universidades públicas

Vice-procuradora-geral da República defende cotas raciais em universidades públicas
Deborah Duprat
A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, defendeu na última quarta-feira (25), na sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o direito das universidades federais reservarem vagas com base no sistema de cotas raciais. Segundo ela, as universidades têm toda a liberdade para criar suas políticas de admissão, inclusive com a adoção de cotas raciais. “As universidades definem as suas missões e, com isso, elas planejam suas políticas de admissão segundo méritos que consideram relevantes”, afirmou.

A ação foi ajuizada pelo Democratas (DEM) em 2009. Para a advogada do partido, Roberta Kaufmann, o Estado não pode separar direitos com base na cor de pele. “O Brasil é composto por mestiços. Então, quem vai definir a linha tênue entre os grupos no Brasil? Em pleno século 21, um tribunal racial na UnB, de composição secreta, com base em critérios místicos, define a tênue diferença entre um branco e um moreno”.

Segundo ela, a divergência do partido é em relação à forma como os negros podem ser integrados no país. A advogada acredita que a melhor maneira de resolver essa questão é por meio das cotas sociais. “Porque tem critérios objetivos, como ter estudado em escola pública, como renda mínima. Qualquer racismo é perverso. Não existe racismo bom, não existe racismo politicamente correto. Todo racismo precisa ser evitado”, declarou.

Além das partes, nove instituições se manifestaram no plenário da Corte sob a condição de amigos da Corte (amici curiae). Após as sustentações orais, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, vai ler seu voto. Informações Conjur