Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

SDH pede apoio ao Departamento americano para retorno de menino raptado por treinador de vôlei

SDH pede apoio ao Departamento americano para retorno de menino raptado por treinador de vôlei
Treinador Márcio Sicoli é o pai do menino
A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) solicitou ao Departamento de Justiça americano colaboração para o retorno de um menino de 3 anos, que foi levado pela avó para visitar o pai, que vive nos Estados Unidos, e que não retornou para o Brasil para ficar com a mãe. A Secretaria pede que a guarda da criança seja disputada na Justiça brasileira. O menino, filho do professor de educação física Márcio Sicoli e de Isabel Bierrenbach, formada em Comércio Exeterior, foi levado pelo pai para os Estados Unidos em janeiro para passar férias. Ao final do período, em fevereiro, a mãe do menino denunciou o rapto a Secretaria de Direitos Humanos.

 A SDH registrou o caso como abdução de crianças (traslado ilícito para outro país mediante o uso de força ou fraude) e agiu com base na Convenção de Haia, sobre subtração internacional de crianças, da qual o Brasil e Estados Unidos são signitários. A ministra Maria do Rosário explicou que o bem da criança é o que precisa ser levado em consideração e que a Secretaria tem atuado para que o menino retorne logo ao Brasil, onde tem moradia fixa. A ministra lembrou que a Convenção de Haia estabelece que a disputa da guarda de criança deva ocorrer no local onde ela resida. Maria do Rosário falou que tem aumentado o número de casos de disputa internacional de guarda de crianças (como o caso da menina Maria Clara, que foi repatriada a Portugal), mas que esta é a primeira vez que vê uma disputa entre pais brasileiros.

A disputa pela guarda do filho começou quando Márcio Sicoli e Isabel Bierrench se separam. O casal decidiu pelo divórcio no ano passado. Eles estavam casados desde 2005 e foram morar em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2007. Na época, Márcio foi chamado para trabalhar como técnico de vôlei e professor da Universidade de Pepperdine, em Malibu, na California. Atualmente ele é técnico das jogadoras de vôlei de praia Walsh e May. O menino nasceu em Harbour Country, em Los Angeles, e tem passaporte americano e brasileiro. Com a separação, Isabel retornou ao Rio em outubro do ano passado com o filho.

A mãe informou a SDH que o pai concordou com a mudança e ainda ajudou a escolher a escola do menino. No Natal, ele veio visitar o filho e pediu para que o menino passasse o mês de janeiro com ele em Los Angeles. A mãe autorizou a viagem, e no final daquele mês, o pai informou que o menino não retornaria ao Brasil e que ingressou com uma ação de guarda nos EUA. O avô do menino, Reinaldo Bierrenbach, disse que Márcio está irredutível e recusou as propostas feitas pela mãe do menino para estar com o filho por vários períodos do ano. Ele afirmou que Sicoli tem dificultado o contato da criança com a mãe e que a criança não está completamente perdida, sem entender o que está acontecendo. As informações são do Blog do Ancelmo, do Jornal O Globo.