Palestra Eliana Calmon VI: Ministra comenta o CNJ e fala do TJ-SP
Por Clara Luz
A ministra Calmon também contou um pouco sobre o trabalho do CNJ e das dificuldades que enfrenta. “O Tribunal de Justiça do Tocantins tinha 12 membros. Quatro foram afastados e nove estão sob investigação. É um tribunal que está sendo saneado, então, os novos que assumiram estão com a parceria do CNJ. Esse trabalho é o trabalho que nós fazemos e muita gente não sabe. Agora estou fazendo saneamento nos precatórios, estou encontrando coisas do arco da velha. Os precatórios eram feitos pelo Executivo e mandava o Judiciário pagar com a Emenda 62, que é de 2009. Jogaram tudo no colo do Judiciário, e os tribunais não estão conseguindo pagar”, ressaltou.
A corregedora ainda disse de forma contundente que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tem dinheiro depositado e não consegue pagar. “O Tribunal de Justiça de São Paulo tem R$ 72 milhões depositados e não consegue pagar porque tem um nó cego. Lá tem um desembargador que dizem ser o melhor do Brasil em termos de precatórios, tem livros lançados, faz palestras, etc. Eu não gostei, porque quem escreve livro termina não sabendo o que fazer”, criticou.