Agricultora que foi impedida de ter bebê anencéfalo acompanha julgamento no STF
A agricultora pernambucana Severina Ferreira, que descobriu que o filho era anencéfalo e foi impedida de abortar, veio a Brasília acompanhar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é favorável à interrupção da gravidez nesses casos. “É muito sofrimento. Sou a favor do aborto. Por que esperar os noves meses se essa criança não tem vida?”, questiona.
No ano de 2004, com três meses de gravidez, Severina soube que a criança era anencéfala. No momento, estava valendo a liminar concedida pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que autorizava a antecipação do parto a gestantes que identificaram a deformidade dos fetos por meio de laudo médico.No entanto, quando era preparada para o parto antecipado, a liminar foi cassada pelos ministros da Corte. Por isso, a agricultora teve de passar por mais quatro meses de gestação.
Com sete meses de gestação, ela teve o bebê retirado. Segundo o marido de Severina, Rosivaldo Ferreira, o parto antecipado só foi possível depois da autorização de um juiz, pois a agricultora corria risco de morrer. Informações Última Instância.