Isba é obrigado a garantir educação a aluna portadora de dislexia
Por Claudia Cardozo / Clara Pinheiro
Isba é obrigado a garantir educação a aluna portadora de dislexia
Uma estudante do Instituto Social da Bahia (Isba), portadora de dislexia, disgrafia e discalculia com Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ganhou um processo na Justiça que tinha movido contra a escola em 2009. De acordo com a acusação, a instituição não quis se comprometer a dar um atendimento educacional personalizado e afirmou que a garota não teria condições de acompanhar os outros estudantes.
O pai da estudante e advogado do caso, Nefiton Filho, conversou com o BN e explicou o ocorrido. “Em 2005 foi descoberto a dislexia em minha filha e em 2009, o colégio simplesmente cortou todos os direitos que ela tinha, direitos que tinham sido reconhecidos sem a necessidade de acionar a Justiça”. Ele disse também que qualquer pessoa com TDAH, possui o direito de ter um tempo maior para responder as provas, a ter alguém para ler e explicar o enunciado de cada questão e a sentar na primeira fila. Nefiton acusa o colégio de ter convidado a menina a se retirar da instituição por três vezes.
Os pais da garota entraram com uma ação contra o Isba e a sentença saiu na última quarta-feira (28), favorável a ela. A juíza Karla Adriana Barnuevo de Azevedo, da Vara da Infância e Juventude, assegurou à aluna do 2° ano do ensino médio, o tratamento escolar diferenciado para que ela possa se desenvolver adequadamente, conforme recomendado pelos profissionais que a assistem.
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