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Justiça nega recurso a Mizael e caso será levado a júri popular ainda este ano

Justiça nega recurso a Mizael e caso será levado a júri popular ainda este ano

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, na manhã desta quarta-feira (21), o recurso do advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza para que o caso não fosse levado para júri popular. Mizael é acusado de homicídio qualificado pela morte da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, em maio de 2010. O TJ-SP reforçou a decisão do juiz de primeiro grau, Leandro Cano, em votação unânime, por três votos a zero. A previsão é que o júri popular aconteça ainda neste ano.

 A defesa de Mizael não vai recorrer da decisão, porque o pedido só prolongaria a prisão do réu. Junto com ele, será julgado o acusado de ser cúmplice no crime, Evandro Bezerra da Silva. No último dia 24 de fevereiro, Mizael se apresentou à Justiça e pediu prisão especial ou domiciliar, do qual os advogados tem direito, após ficar mais de um ano foragido. No início do mês, ele desistiu do benefício depois de o comando da Polícia Militar informar que ele seria instalado em uma sala improvisada de Estado-maior.

Mércia desapareceu no dia 23 de maio de 2010 após sair da casa dos avós, em Guarulhos. Ela foi achada morta em 11 de junho em uma represa em Nazaré Paulista. O veículo em que ela estava foi localizado submerso um dia antes. A perícia apontou que a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do carro no mesmo dia que sumiu. Mércia não sabia nadar. O Ministério Público alega que Mizael matou a ex-namorada por ciúmes e o vigilante Evandro Bezerro da Silva o ajudou na fuga.