Apenas 1,1% dos advogados consideram a Justiça brasileira rápida
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP) mostra que apenas 1,1% dos advogados brasileiros consideram a Justiça brasileira rápida. Dos 98,9% restantes, 30,4% consideram a Justiça lenta e 68,5% a define como muito lenta. A pesquisa consultou 15 mil advogados durante o semestre de 2011. Eles atribuem como causas da morosidade a insuficiência do número de servidores públicos, a falta de infraestrutura do Judiciário, o excesso da burocracia e a falta de empenho dos servidores.
A partir dos resultados da pesquisa, a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) elaborou também um "índice de confiança" dos advogados na Justiça. Os indicadores medem a igualdade de tratamento, eficiência, honestidade, rapidez, custos, acesso e evolução do sistema nos próximos cinco anos. No primeiro semestre de 2011, o índice de confiança registrou 32,7%, agora, apontam para 31,2%.
A partir dos resultados da pesquisa, a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) elaborou também um "índice de confiança" dos advogados na Justiça. Os indicadores medem a igualdade de tratamento, eficiência, honestidade, rapidez, custos, acesso e evolução do sistema nos próximos cinco anos. No primeiro semestre de 2011, o índice de confiança registrou 32,7%, agora, apontam para 31,2%.
A maior queda de confiança foi apontada no indicador de igualdade de tratamento, com 24,7%. A melhor avaliação é a honestidade da Justiça brasileira, com 44 pontos. Na região Norte do país, a falta de empenho é apontada como a segunda causa apontada por 51,2% para a morosidade da Justiça. A insuficiência de servidores públicos é apontada como principal problema em todas as regiões no país,com exceção do Sudeste, com 57,9%.