Caravana da Anistia analisa processos de perseguidos no Pólo Petroquímico de Camaçari
Devido à participação em greve no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA), em 1985, 120 processos de perseguidos serão julgados na 54ª Caravana da Anistia do Ministério da Justiça. A sessão promovida pela Comissão de Anistia será nesta quarta-feira (29), em Camaçari, às 9h30 no Teatro do Saber.
Estarão presentes na 54ª Caravana da Anistia, o governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner; o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão; o prefeito da cidade de Camaçari, Luiz Caetano, e o representante do Memorial Pró-Marighella Vive, Carlos Augusto Marighela. Além deles, participam também o Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, o Sindicato dos Químicos (Sindiquímica) e integrantes da prefeitura local.
História
O Pólo de Camaçari, em 1972, foi considerado Área de Segurança Nacional, em decorrência do Decreto Lei 1.225/1972. Por ser um empreendimento estratégico do regime militar, tornou-se alvo da atenção e controle dos órgãos de informação e repressão da ditadura até o final da década de 1980.
