Condenado pela morte da missionária Dorothy Stang continuará preso
Dorothy Stang
O desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não constatou elementos que justifiquem a libertação do réu, Regivaldo Pereira Galvão, que foi condenado a 30 anos de reclusão pelo assassinato da religiosa Dorothy Stang, que era ativista dos direitos dos agricultores e combatia a ação de grileiros no estado do Pará. O desembargador negou pedido de liminar em Habeas Corpus e o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) decretou também sua prisão cautelar.
A defesa entrou com o pedido de Habeas Corpus para que Pereira Galvão pudesse permanecer em liberdade até o julgamento do último recurso contra a condenação. Segundo os advogados do réu, ele estaria sofrendo constrangimento ilegal por falta de fundamentação na prisão cautelar.
De acordo com Macabu, a justificativa para a prisão cautelar foi pelo modo de execução do crime (morte encomendada em troca de dinheiro) que expôs a periculosidade de Pereira Galvão. Ele afirmou que a conduta praticada, evidencia a personalidade distorcida do réu, na medida em que adotou uma atitude covarde e egoísta. Negado o pedido de reconsideração, o mérito do HC deverá agora ser julgado pela 5ª Turma do STJ. Informações Conjur.
