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Para presidente da Anamatra, terceirização é mais preocupante do que poderios do CNJ

Para presidente da Anamatra, terceirização é mais preocupante do que poderios do CNJ
Em uma entrevista para o site Conjur, o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Renato Henry Sant'anna, a entidade não desistiu da briga pelo reajuste salarial da categoria, melhoria  da estrutura de trabalho e segurança, entre outros, que não foram atendidos mesmo tendo cruzados os braços, e suspendendo as atividades por um dia como protesto. Para Sant'ana, defender uma remuneração digna para os juízes é defender sua autonomia. Ele informa que os magistrados trabalhistas tiveram uma perda de 25% no poder de compra. “Não estamos nem conseguindo manter o nosso padrão salarial. Uma das prerrogativas da magistratura é a irredutibilidade de vencimentos. Ninguém está na magistratura para ficar rico, mas o juiz precisa ter tranquilidade para exercer a sua função. O que os juízes querem é o que todo trabalhador tem: uma política remuneratória previsível”, declarou.

O juiz trabalhista acredita que não há uma crise posta no debate sobre os poderios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e que, apesar da Anamatra ser autora de duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando as ações do CNJ, afirma que não tem problema com o órgão, e que são raros os casos disciplinares da Justiça do Trabalho que chegam ao Conselho, e que isso não os preocupa. Uma questão que para ele é preocupante é o debate sobre a terceirização, que avança por todos setores da econômia, e que se apresenta como uma modalidade de contratação trabalhista no mundo para o empregador contornar os encargos e que são responsáveis pela precarização das relações de trabalho.