Para presidente da OAB o CNJ não é dos magistrados
Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não é dos magistrados, e sim, um órgão que deve ser fortalecido para melhorar a Justiça e aproximá-la dos anseios da população. Ophir disse que a discussão sobre o papel do CNJ tem o mérito de trazer “o autêntico Judiciário à tona”, distanciando o Poder da “imagem imaculada que parte dos seus componentes tentam construir”. O presidente do Órgão ainda afirmou que as corregedorias dos tribunais regionais não merecem crédito, pois nunca tiveram estrutura e, historicamente, não têm independência para apurar irregularidades ocorridas no Poder Judiciário.
"Além da incapacidade técnica das corregedorias locais, há também limitações legais, pois impedem que investigações internas caminhem", disse. Cavalcante esclarece que as corregedorias só investigam juízes de primeira instância e que não chegam aos desembargadores.
A OAB prepara um evento em defesa à independência do CNJ. O ato público acontecerá no dia 31 de janeiro e tem como objetivo principal erguer a bandeira de que o órgão possa fazer investigações independentemente das corregedorias regionais de Justiça. Informações da OAB.
