Para presidente da AMB, juízes não têm privilégios
Henrique Nélson Calandra diz que recebem 'carnê fome'
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Henrique Nélson Calandra, afirmou que os juízes no Brasil não têm privilégios. Em entrevista para o Estadão, ele diz ainda que não foi contemplado com um contracheque farto como outros colegas, e declarou que se tivesse recebido os “valores a mais, não estaria devendo cheque especial."
A AMB é a associação de magistrados mais poderosa e influente. Foi ela que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar os poderes de corregedoria e paralisar os trabalhos de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte do Supremo decidirá em fevereiro se é constitucional ou não a abertura de dados de 217 mil juízes, servidores e familiares.
A AMB é a associação de magistrados mais poderosa e influente. Foi ela que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar os poderes de corregedoria e paralisar os trabalhos de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte do Supremo decidirá em fevereiro se é constitucional ou não a abertura de dados de 217 mil juízes, servidores e familiares.
Calandra afirmou que não tem notícias de que o ministro Cezar Peluso, presidente do CNJ, tenha recebido valores maiores que os demais. Garantiu também que o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, sempre recebeu o que era pago para todo mundo na época em que eram colegas no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Afirmou também que recebem os valores parcelados todo mês, e que apelidaram o pagamento de “carnê fome”, de valor mensal de “mil e poucos reais”, como declarou. No total são 87 prestações. Também considerou o pagamento legal e moral, e que a inspeção nas folhas é obrigação legal, mas que “não pode é transformar isso em espetáculo”.
Eliana Calmon, a baiana - Ao ser questionado se a associação gostaria de tirar de cena o CNJ, o magistrado respondeu que foi a própria instituição que propôs uma ação para firmar a constitucionalidade do conselho, e que por diversas vezes a associação recorre à corregedoria para retificar alguma falha do sistema judicial. Sobre a ministra-corregedora Eliana Calmon, o dirigente afirmou que a consideração por ela é imensa e que é uma figura muito querida. Entretanto, segundo ele, "como baiana que é", ela "exagera, provoca rebuliço tremendo". Ainda conforme o presidente da AMB, o CNJ só deve apurar aquilo que os tribunais não conseguem apurar ou julgar.
Eliana Calmon, a baiana - Ao ser questionado se a associação gostaria de tirar de cena o CNJ, o magistrado respondeu que foi a própria instituição que propôs uma ação para firmar a constitucionalidade do conselho, e que por diversas vezes a associação recorre à corregedoria para retificar alguma falha do sistema judicial. Sobre a ministra-corregedora Eliana Calmon, o dirigente afirmou que a consideração por ela é imensa e que é uma figura muito querida. Entretanto, segundo ele, "como baiana que é", ela "exagera, provoca rebuliço tremendo". Ainda conforme o presidente da AMB, o CNJ só deve apurar aquilo que os tribunais não conseguem apurar ou julgar.
