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Familiares de vítimas de acidente aéreo pedem regime semiaberto para pilotos do Legacy

Familiares de vítimas de acidente aéreo pedem regime semiaberto para pilotos do Legacy
Para associação, pena atribuída para pilotos não reprova conduta criminosa

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, que representa os familiares e amigos das 154 vítimas do acidente aéreo que envolveu o Boeing da Gol e o jato Legacy, em 2006, entraram com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região para pedir que os pilotos do condenando cumpram a pena de quatro anos e quatro meses em regime semiaberto. Para os advogados da associação, a substituição da pena por prestação de serviços comunitários, conforme foi proferida pela Vara Criminal de Sinop, em Mato Grosso, no último mês de maio, não é suficiente para reprovar a conduta dos criminosos.

De cinco acusações, os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, foram condenados apenas pela acusação de deixar o transponder (dispositivo de comunicação) desligado por 58 minutos durante o voo. A pena de quatro anos e quatro meses em regime semiaberto foi substituída por prestação de serviços comunitários. O recurso enviado ao TRT-1, com sede em Brasília, reitera as acusações feitas em primeira instância contra os pilotos como por voarem em zona para qual não tinha permissão, não observaram o plano de voo, mantiveram o sistema anti-colisão da aeronave desligado e não acionaram o código de falha de comunicação ao notar problemas.