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Desembargador é condenado pela Justiça a pagar indenização por espancamento

O desembargador Teodomiro Cerilo Mendez foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, na terça-feira (8), a pagar indenização de R$ 150 mil por danos morais e R$ 88.356 pelos danos matérias causados ao microempresário Walter Francisco da Silva. Em 1993, em Campos do Jordão (SP) o desembargador confundiu a vítima com o ladrão que assaltara sua casa e levado uma máquina de lavar roupa. O desembargador, com ajuda de um investigador de polícia, o espancou dentro da delegacia da cidade com a tentativa de fazê-lo confessar o crime.

De acordo com a vítima, o investigador foi o primeiro a agredi-lo. Quando já estava com um corte na cabeça e cuspindo sangue, teria pedido ao desembargador que pedisse para o investigador parar. Porém, Mendez teria respondido: "Ele (Santos) vai parar, quem vai bater agora sou eu". O desembargador teria, inclusive, batido no local da cicatriz da cirurgia renal que a vítima tinha feito há poucos dias. O servente do microempresário, Benedito Ribeiro da Silva Filho, também foi agredido por Mendez para que confessasse o crime. Que só foi obtida quando encostou um revolver na cabeça. Depois, em juízo, Benedito negou a confissão.

Teodomiro Mendez e o investigador Renato dos Santos Filho foram condenados criminalmente, na época, a quatro meses e 20 dias de prisão, por espancamento. A pena não foi cumprida, pois quando saiu a sentença, a punição já estava prescrita. Ainda cabe recurso da decisão da Justiça.