OAB já teve outros membros indiciados
O caso de Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, que teria recebido R$ 1,5 milhão em salários indevidos, não é o primeiro caso de denúncia de corrupção que recai sobre membros da ordem. Em outubro de 2009, conforme noticiado pela ConJur, Claudio Lamachia, presidente da OAB-RS, foi acusado pelo Banco do Brasil de utilizar uma ação na Justiça em defesa de interesses corporativos. Ele alegou que estava apenas representando os interesses do quadro de empregados da empresa. Na ocasião Lamachia foi um dos nomes que integra a Ação Civil Pública que acusou o diretor júridico da empresa, Joaquim Portes de Cerqueira Cesar, de praticar assédio moral. Contra acusação de que recebia o salário do banco sem comparecer, Lamachia atestou seu direito a licença remunerada. O advogado do presidente da OAB-RS, afirmou que os ataques “injustos e inverídicos” contra ele poderiam ser justificados pela proximidade das eleições da OAB.
Em dezembro de 2010, Faminiano Araújo Machado, ex-presidente da OAB de Parnaíba (PI), foi acusado de liderar uma quadrilha que aplicava golpes usando o seguro DPVAT, FGTS e o INSS em Parnaíba, teve sua liberdade concedida pelo Supremo Tribunal de Justiça. O advogado foi preso pelos policias civis e federais em Fortaleza no dia 16 de setembro deste ano.
O atual presidente da entidade responde a uma ação civil pública por supostamente ter recebido licenças remuneradas por 20 anos. Na ação, pede-se que Ophir Cavalcante devolva cerca de R$ 1,5 milhão recebidos por ele neste período.