PM que denunciou ministro nega acordo por delação premiada
João Dias avisa que a situação vai ficar "cinco vezes pior" se obtiver
O PM que acusou o ministro do Esporte Orlando Silva de comandar um suposto esquema de desvio de verbas da pasta afastou, nesta sexta-feira (21), a possibilidade de um acordo de delação premiada, onde ele poderia ter sua punição reduzida em troca de mais informações que ajudassem as investigações.
"Delação premiada seria se eu tivesse alguma culpa que eles alegam hoje. Eu vou provar até o fim que toda essa cobrança que tanto me desqualifica não faz sentido. Vou bater de frente com todo o sistema do ministério e vou provar que não estou envolvido", disse João Dias após deixar a sede Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil.
João Dias foi a Deco para conseguir provas que foram produzidas durante a Operação Shaolin (que resultou, inclusive, na prisão do próprio PM), que ele pretende entregar à Polícia Federal antes de seu novo depoimento.
"Se a gente conseguir o documento que a Justiça liberou vai se agravar cinco vezes mais a situação. O que tem até aqui vai envolver cinco vezes mais pessoas públicas, com cinco vezes mais gravidade, em todos os sentidos", afirmou Dias.
