STJ decide deixar goleiro Bruno preso
Detido há mais de um ano, goleiro responde por assassinato da ex-namorada
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou fundamentada a decisão que mantém Bruno Fernandes de Souza preso, e negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-goleiro do Flamengo. O relator, ministro Sebastião Reis Júnior, afirmou que a periculosidade do réu é motivo idôneo para a manutenção da prisão cautelar.
Bruno está preso há um ano e três meses, acusado da morte de Eliza Samúdio, com quem teve um filho. Inicialmente detido em razão de decreto de prisão preventiva, em dezembro do ano passado o réu foi pronunciado pelo crime de homicídio e a ordem de prisão foi mantida.
Para o relator, ao contrário do que alegou a defesa, as condições pessoais favoráveis do réu, por si só, não têm o condão de garantir a liberdade do acusado. O pedido de habeas corpus invocou que Bruno tem endereço fixo, entregou o passaporte à polícia e é arrimo de família. Disse, também, que cinco dos nove acusados já estão em liberdade.
O voto do relator foi acompanhado pelos outros três julgadores da Sexta Turma: ministra Maria Thereza de Assis Moura, ministro Og Fernandes e desembargador convocado Vasco Della Giustina.
