Sobrevivente de crime atribuído a irmão de Popó não reconhece nenhum dos sete indiciados
Por Edson Marques
O homem que escapou da emboscada que terminou com o assassinato do ex-presidiário Moisés Magalhães Pinheiro, em setembro de 2009, não reconheceu nenhum dos sete indiciados pelo Ministério Público – entre eles, o irmão do deputado federal Acelino Popó Freitas (PRB), Luís Cláudio Freitas – como autores da ação. Jonatas Almeida, que seria o pivô do desentendimento que terminou com a morte do colega e a tentativa de assassinato contra ele mesmo, foi ouvido junto com outras duas testemunhas do caso nesta terça-feira (18), na Vara do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, e disse não ter visto os acusados no dia do ataque. O irmão do bi-campeão mundial de boxe foi apontado pelo MP como mandante do crime, supostamente realizado por seis policiais militares. O motivo teria sido a insatisfação de Luís Cláudio com o relacionamento de sua filha, na época com 17 anos, com Jonatas. A Justiça também ouviu a mãe do sobrevivente e o pai do homem executado a tiros. Uma nova audiência foi marcada para 26 de abril do ano que vem. O ex-boxeador e agora congressista Popó também chegou a ser apontado como mentor intelectual dos crimes, mas foi retirado da lista de suspeitos por falta de provas.