Operários utilizam crack para suportar carga de trabalho
Droga é usada por empregados das usinas do interior do estado de SP
A Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack da Assembleia Legislativa de São Paulo, ao fazer o mapeamento do uso do crack no estado, verificou que o uso da droga por trabalhadores de usinas de cana-de-açúcar e de cerâmica aumentou significativamente no interior do estado. Segundo o que foi visto pelos deputados, a droga vem sendo utilizada para que os empregados suportem a pesada rotina de trabalho.
"Na região do Pontal [do Paranapanema], no Vale do Ribeira e na região central apareceu o crack fortemente nas usinas de cana e nas cerâmicas. Hoje, há uma certa liberação para que esse trabalhador possa trabalhar 14, 15 horas, consumindo crack. Ele ganha um grande poder físico de produção e, depois de quatro ou cinco anos, morre ou é afastado. Nós ouvimos muitos depoimentos sobre isso", disse o coordenador da Frente Parlamentar, o deputado Donisete Braga (PT).
O Ministério Público do Trabalho foi acionado para fiscalizar o que foi ocorrido e investigações começarão para poder descobrir como solucionar a questão, uma vez que 79% das cidades do estado não contam com leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para dependentes químicos. E 63% dos prefeitos paulistas afirmam que não ajudam financeiramente instituições ou entidades comunitárias que atendem pacientes químicos.
"Na região do Pontal [do Paranapanema], no Vale do Ribeira e na região central apareceu o crack fortemente nas usinas de cana e nas cerâmicas. Hoje, há uma certa liberação para que esse trabalhador possa trabalhar 14, 15 horas, consumindo crack. Ele ganha um grande poder físico de produção e, depois de quatro ou cinco anos, morre ou é afastado. Nós ouvimos muitos depoimentos sobre isso", disse o coordenador da Frente Parlamentar, o deputado Donisete Braga (PT).
O Ministério Público do Trabalho foi acionado para fiscalizar o que foi ocorrido e investigações começarão para poder descobrir como solucionar a questão, uma vez que 79% das cidades do estado não contam com leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para dependentes químicos. E 63% dos prefeitos paulistas afirmam que não ajudam financeiramente instituições ou entidades comunitárias que atendem pacientes químicos.
