Sindicatos da PF lutam por fim de inquérito policial
Os sindicatos de servidores da Polícia Federal pedirão o fim a aplicação dos inquéritos policiais como ferramenta de elucidação de crimes. Segundo eles, tal método é ultrapassado.
Segundo os servidores, a burocracia é o grande entrave. Há muita demora nos envios de documentação entre a polícia, o MP e o juiz e, em decorrencia disso, nunca há o cumprimento dos prazos corretos para encerramento do inquérito (30 dias se o investigado está preso e 90 caso esteja solto). "O resultado é que o depoimento de testemunhas demora a ser ouvido. Algumas até morrem no meio do caminho ou nem são localizadas. E as provas periciais ficam prejudicadas", diz Alexandre Santana Sally, presidente do Sindicato dos Servidores da PF de São Paulo.
Segundo os servidores, a burocracia é o grande entrave. Há muita demora nos envios de documentação entre a polícia, o MP e o juiz e, em decorrencia disso, nunca há o cumprimento dos prazos corretos para encerramento do inquérito (30 dias se o investigado está preso e 90 caso esteja solto). "O resultado é que o depoimento de testemunhas demora a ser ouvido. Algumas até morrem no meio do caminho ou nem são localizadas. E as provas periciais ficam prejudicadas", diz Alexandre Santana Sally, presidente do Sindicato dos Servidores da PF de São Paulo.
De acordo com Alexandre Sally, uma alternativa aos inquéritos é o juizado de instrução, já usado em países como a Espanha. Nesse caso, não existe a figura do delegado para conduzir o inquérito. Há um juiz que conduz o trabalho de produção de provas, e os agentes ficam encarregados apenas da investigação, sem funções burocráticas.
A campanha se iniciará com um seminário em Minas Gerais no dia 26 de setembro, onde estarão presentes representantes das polícias de outros países, como o FBI e a Polícia Federal da Argentina.