OAB critica indicação de economista para o projeto do novo CPC

Foi aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nesta segunda-feira (22), por unanimidade, uma moção para manifestar o desagrado da advocacia em razão da indicação de um economista, no lugar de um bacharel de Direito, para fazer parte da Comissão Especial da Câmara a qual deve discutir e aprovar as novas mudanças no Código de Processo Civil (CPC).
"Embora saibamos que o Parlamento tem autonomia e independência para fazê-lo, cabe a nós manifestar nosso inconformismo com a indicação, uma vez que temos ótimos membros na Frente Parlamentar dos Advogados capazes de fazê-lo, todos com formação em Direito. Como se trata, ainda, de uma simples indicação, esperamos que esse que quadro seja revertido", explicitou o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.
A proposta da moção foi objeto de apresentação do conselheiro federal da OAB por Minas Gerais, Paulo Roberto de Gouvêa Medina, o qual afirmou que "não podia imaginar que se chegasse ao ponto de se designar um economista para o exame de um projeto de lei dessa importância e que diz respeito ao trabalho do advogado. É com base na preocupação que temos com um bom CPC é que defendo essa manifestação".