Confira detalhes da poesia do delegado
Reinaldo Lobo, delegado da 29ª DP, na cidade de Riacho Fundo, próxima à Brasília, registrou um crime em forma de poesia. Seu relatório do inquérito policial, última peça da parte investigava e que faz uma análise dos fatos, foi apresentado na forma de poesia. A peça não foi aprovada e o delegado teve de refazê-la.
O inquérito tratava sobre um crime de receptação. Segundo consta nos autos, um homem fora flagrado por policiais militares na garupa de uma motocicleta roubada. "O preso pediu desculpa/disse que não tinha culpa/pois estava só na garupa/foi checada a situação/ele é mesmo sem noção/estava preso na domiciliar/não conseguiu mais se explicar", havia escrito a autoridade policial. Reinaldo Lobo ainda manteve sua veia poética, afirmando: "se na garupa ou no volante/sei que fiz esse flagrante/desse cara petulante/que no crime não é estreante".
Segundo afirmou, o poema foi feito em razão da motivação de fazer um trabalho diferente. No próprio relatório ele explicou o motivo da forma inusitada: “resolvi fazê-lo em poesia/pois carrego no peito a magia/de quem ama a fantasia/de lutar pela paz contra qualquer covardia”. Embora a Corregedoria não tenha aceito a peça, o delegado não sofreu qualquer tipo de punição. Informações do G1.