Denunciados policiais responsáveis pela morte de Joel
Na fatídica noite de 21 de dezembro do ano passado, no Nordeste de Amaralina, nove policiais participaram de uma diligência que acabou na morte do garoto Joel da Conceição Castro. O fato gerou comoção popular e repúdio à polícia baiana. Eles entraram na Rua Aurelino Silva efetuando disparos indiscriminadamente, um dos quais vitimou o jovem, que estava em seu quarto, preparando-se para dormir quando foi surpreendido com um disparo no rosto. Informam os autos que o soldado que efetuou o disparo fatal havia especificamente mirado na janela do garoto para atirar. Explicitam os promotores responsáveis pelo caso que era completamente possível ver o garoto, fato que o fez pronunciar como últimas palavras: "meu pai, ele vai atirar".
O irmão e o pai da vítima saíram da casa com o menino nos braços e pediram ajuda aos policias, que a negaram e evadiram-se do local, deixando o garoto por agonizar até a morte. Houve informação de que eles atiravam indiscriminadamente, em razão da tranquilidade em que a rua estava antes de sua chegada. O Ministério Público encaminhou denuncia de todos os policiais que participaram do fato por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima. A pena pode chegar a 40 anos de reclusão. Na denúncia, os promotores de justiça chegaram a informar que os policiais estavam imbuídos de "sentimento de maldade pura e simples".