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Justiça condena goleiro Bruno por cárcere privado de Eliza Samudio

Por Rafael Albuquerque

 


A Justiça do Rio de Janeiro condenou o goleiro Bruno por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio. Na sentença, o atleta é condenado a cumprir 4 anos e 6 meses de prisão. Macarrão também foi condenado, mas a 3 anos.


Em 2009, a ex-amante do atleta registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, acusando-o de sequestro, agressão e ameaça. A intenção, segundo ela, seria obrigá-la a abortar um filho que seria dele. Bruno nega as acusações.


O advogado Claudio Daledone, que assumiu a defesa de Bruno no Rio, afirmou ao G1 que vai entrar com recurso ainda nesta terça-feira (7). "Eles estavam indefesos e o próprio juiz neste processo declarou os réus indefesos. Vamos recorrer exatamente por causa dessa defesa deficitária. Não entramos no caso antes porque não queria chancelar uma defesa que teria um fim trágico, como teve", afirmou ele, referindo-se à decisão anterior em que a Justiça afastou os antigos advogados do atleta do caso.


Na sentença, o juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, diz que a "culpabilidade é exorbitante na medida em que se percebe que é absolutamente reprovável a conduta do réu, já que praticou os crimes que ensejaram a sua condenação com o propósito de se ver livre do status de pai que não desejava desempenhar".