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Justiça Federal proíbe uso de lápis, borracha e relógio durante Enem

Por Rafael Albuquerque

 


Em decisão polêmica, a Justiça Federal do Espírito Santo manteve, nesta sexta-feira (5) a proibição do uso de relógio, lápis, borracha e apontador pelos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O uso desses itens foi proibido, de acordo com o regulamento da prova, por questões de segurança.


O Ministério Público Federal no Espírito Santo entrou com uma ação contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com o objetivo de liberar o uso dos materiais. De acordo com o procurador, o uso do relógio é determinante para o desempenho do candidato, já que ele precisa controlar o tempo gasto para responder cada uma das 90 questões da prova. Sobre o uso de lápis, borracha e apontador, Filho considera que não há "qualquer lógica" na proibição porque os itens "não representam de forma alguma sério risco de fraude".


O Inep informou que as medidas são importantes para garantir a segurança do exame e alegou que "o procurador não compreendeu as informações prestadas". O órgão adiantou ainda que tomará "as medidas para garantir em juízo o resguardo de um bem maior, que é a segurança do exame". Além disso, alegou que os estudantes não serão prejudicados pela falta de relógio já que podem perguntar aos fiscais de prova sobre o horário a qualquer momento. Os candidatos também serão avisados sobre o fim da prova 30 minutos antes do término da aplicação. As provas serão aplicadas no próximo fim de semana, dias 6 e 7 de novembro, a 4,6 milhões de inscritos.
Com informações do Jusbrasil