Greve na Justiça baiana pode voltar caso haja retaliação
Por Rafael Albuquerque
O diretor do Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário (Sintaj), Gonzalo Alarcom, afirmou à Coluna Justiça que a suspensão da greve na Justiça baiana aconteceu por conta do atendimento aos pontos principais das reivindicações: “a principio, os pontos principais da greve foram atendidos. O adicional de função está suspenso por medida liminar. Com o intuito de não penalizar mais ainda a população, a gente fez a suspensão do movimento. Já deixamos marcada uma assembleia para 30 de julho, mas pode ser antecipada caso haja necessidade”.
Com relação à multa cobrada aos Simpojud e Sintaj pelo fato de a greve ter sido considerada ilegal pela juíza Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos, Gonzalo foi enfático: “Nunca se pagou nada com relação a isso, até porque a liminar não tem fundamento. Eu não entendi como ela fez aquilo ali, mas respeito a opinião dela. Sempre o nosso jurídico resolve. Mas dessa vez somente o Simpojud foi intimado”. O diretor finalizou a entrevista afirmando que o movimento continua atento: “se houver necessidade ou retaliação com os grevistas, retornamos à greve”.