Sindicatos vão recorrer da decisão que determina volta dos servidores ao trabalho
Por Rafael Albuquerque

Servidores reunidos na AL-BA nesta terça-feira (8)
Os servidores da Justiça baiana não pretendem acatar a determinação da juíza Lisbete Maria Teixeira Almeida Cezar Santos, publicada nesta quarta-feira (9), que obriga os grevistas a voltarem ao trabalho. O advogado do Simpojud Claudio Balthazar afirmou à Coluna Justiça que só está o esperando o segundo réu, o Sintaj, ser citado para recorrer. O advogado afirmou que não há um movimento de volta ao trabalho: “ontem houve uma reunião do comando de greve, mas não foi com o fito de se positivar a volta. Ontem foi uma reunião com a diretoria, comando de greve e jurídico para avaliar o processo, inclusive essa liminar. Ate então não há decisão de acabar a greve”.
Já Elizabeth Rangel, coordenadora do Sintaj, disse que o referido sindicato ainda não foi citado. “Pode ser alguém tenha ido à sede com a intimação e não tenha me encontrado”, afirmou Rangel. A coordenadora foi enfática ao se referir à liminar do TJ-BA que determina a volta dos servidores ao trabalho: “Mas é praxe e a gente sempre recorre desse tipo de arbitrariedade”.
Sobre a resistência da TJ-BA, Elizabeth afirmou que espera um acordo, mas que na última assembleia o que manteve a greve a greve foi a situação do projeto de lei da AL-BA que já foi votado. “Agora vamos reavaliar com a categoria, já que o projeto já passou pela Assembleia, como vamos conduzir o processo”. A próxima assembleia dos sindicatos acontece na segunda-feira (14), no ginásio dos Bancários, às 9h.