TJ-MG suspende decisão que puniu a revista IstoÉ
Por Rafael Albuquerque

Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte
O leitor da IstoÉ poderia ter visto qualquer uma dessas coisas em uma das edições de abril da revista, Essa foi a tônica dos argumentos da Editora Três, responsável pela publicação, para pedir a suspensão, no Tribunal de Justiça mineiro, da obrigação de atender a um direito de resposta.
Condenada por reportagem que citou o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel (PT) como um dos envolvidos no esquema do “mensalão”, a IstoÉ conseguiu suspender a decisão no último dia 20 de maio em segunda instância e não terá que publicar uma carta refutando acusações. O juiz Wanderley Salgado de Paiva, de Belo Horizonte, havia decidido pela retratação por parte da revista, porém, por despacho monocrático, o desembargador Paulo Roberto Pereira da Silva, da 10ª Câmara Cível do TJ-MG, concedeu efeito suspensivo à tutela dada antes pelo então juiz Wanderley Paiva, hoje desembargador.
O tribunal aceitou os argumentos de que a tutela não poderia ter sido concedida tão rapidamente, sem que o antigo titular da 30ª Vara Cível de BH tivesse ao menos lido a resposta a ser publicada.
Em reportagem veiculada no dia 3 de março, a revista afirmou, com base em investigações feitas pelo Ministério Público Federal, que Pimentel, coordenador de campanha de Dilma Rousseff à presidência, participava do esquema de compra de votos de parlamentares pelo governo federal, que é julgado no Supremo Tribunal Federal. No entanto, o próprio procurador do caso, Patrick Salgado Martins, contradisse a informação, dizendo que o nome do ex-prefeito sequer constou na denúncia. Alegando ter a honra violada, o político entrou com uma ação por danos morais contra a revista.
Com informações do Conjur