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Monopólio do Google preocupa justiça e autoridades americanas

Por Rafael Albuquerque

O espetacular crescimento da Google, considerada a mais poderosa ferramenta de buscas da internet, já provoca calafrios nas autoridades antitruste dos Estados Unidos. Segundo reportagem do jornal New York Times, o governo americano está investigando se as aquisições da empresa podem vir a prejudicar a concorrência no campo das buscas na internet e da publicidade online. A Microsoft também passou por esse processo de investigação.
 
 
Uma das reclamações contra o gigante do mundo digital é o fato de o Google privilegiar sites que pagam para subirem nas listagens de busca. Segundo o advogado Gary Reback, um especialista em combater monopólios informáticos citado pelo Times, “o Google é o árbitro de cada coisa na web, e privilegias suas propriedades sobre todas as outras. Ele quer controlar o tráfego na Internet”.
 

Segundo o jornal, o Google tem conseguido superar os controles antitrustes do governo. A Comissão Federal de Comércio aprovou, no final de maio, a aquisição pelo Google da Admob, uma empresa de publicidade para celulares. Os encarregados de regular a atividade se convenceram de que o equilíbrio estaria garantido com a entrada nessa área de outro gigante, a Apple.
 

Os diretores do Google dizem que sua participação no mercado publicitário geral, avaliado em US$ 800 bilhões por ano, ainda é pequena, embora ela esteja em franco crescimento. E dizem que oferecer uma ferramenta de busca tão eficiente aos usuários não pode ser visto como defeito. Os adversários porém, insistem em mostrar que cada vez mais este inegável benefício tem servido para privilegiar serviços do próprio Google como mapas, vídeos do Youtube e listagens patrocinadas de produtos e empresas.