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CNJ pune juiz que contratou filhos que nunca trabalharam

Por Rafael Albuquerque

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu com a aposentadoria compulsória o desembargador José Jurandir de Lima, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que empregou dois filhos na Corte que nem sequer compareciam ao trabalho. Ao acompanhar a decisão, o presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, aprovou a punição do magistrado e afirmou que a decisão foi republicana. "A função pública não é propriedade privada, mas prestação de serviços públicos", afirmou Marcus Vinícius. Segundo a denúncia movida pelo Ministério Público Federal (MPF), Tássia Fabiana Barbosa de Lima, filha do desembargador, morava em São Paulo no período em que estava lotada no tribunal. Nunca compareceu ao trabalho e, mesmo assim, recebia os salários. Já o filho de Jurandir, Bráulio Estefânio Barbosa de Lima, faleceu durante um acidente de automóvel em 2007 e cursava faculdade de Medicina com elevada carga horária na época em que o pai era o presidente do TJ.