Para OAB, Brasil deve seguir exemplo da Argentina e abrir arquivos da ditadura
Por Rafael Albuquerque
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, afirmou nesta quinta-feira (7) que a decisão da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de abrir os arquivos confidenciais referentes à atuação das Forças Armadas durante o período da ditadura militar naquele país (1976-1983), "deve servir de exemplo a todos aqueles que defendem a democracia e o direito à memória e à história".
Britto afirmou que "a OAB espera que o Brasil siga corajosamente o exemplo da Argentina". No Brasil, a expectativa é de que na próxima semana, quando retorna das férias, o presidente Lula deverá decidir sobre o decreto de criação da Comissão da Verdade para investigar casos de desrespeito a direitos humanos e os arquivos do período da ditadura (1964-1985), fato que enfrenta oposição do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes militares das três Armas. Eles teriam inclusive ameaçado renunciar, recentemente, num gesto contra o decreto assinado por Lula criando a Comissão da Verdade (leia aqui). "A pressão sobre a nossa história deve ser exclusivamente aquela escrita na Constituição democrática, jamais a imposta por forças ocultas", destacou hoje Britto.
Com informações do Conselho Federal da OAB