Tribunal demora mais de 1 ano para julgar apelação dos assassinos do policial Yan de Souza
Por Rafael Albuquerque
Hélio Ramos Neto, Luis Cláudio Holmes Souza, Antônio Abreu Trindade Júnior e Christian de Jesus Oliveira, condenados pelo juiz da 8ª vara crime da capital baiana, pela morte de Yan Milton de Souza, podem retornar às ruas nas próximas semanas. A demora no julgamento dos recursos oferecidos contra e a favor dos acusados da prática de homicídio contra o policial Yan Milton de Souza – morto em 02 de julho de 2007 ao sair de uma boate na Pituba - pode colocá-los, novamente, em liberdade.
Mesmo tendo uma sentença desfavorável, que fixou penas que variam de 13 anos e 4 meses a 21 anos, a demora no julgamento do recurso pode ser o fundamento que trará referidos criminosos às ruas novamente. O processo chegou ao tribunal em 8 de julho de 2008 e até agora não houve julgamento dos recursos. A morosidade da justiça está a colocar em risco a própria segurança da população. Isto porque, simplesmente em razão de o tribunal ainda não ter se manifestado podem, os criminosos, serem liberados.
Junte-se a isso o fato de eles responderem a outros tantos crimes, o que só confirma o perigo a que a sociedade estará exposta caso sejam liberados. Finalmente, frise-se que a Procuradoria de Justiça manifestou-se a favor da ordem de Habeas Corpus impetrada, contrariando a súmula 52 do STJ. Isto é, opinou, o Ministério Público, pela restauração da liberdade do paciente – como se já não houvesse sentença condenando-o. Informe-se, ainda, que caso o tribunal concorde com a procuradora e determine a soltura de um dos condenados, todos serão, por tabela, liberados.
O pai da vítima, Roque Milton afirmou à Coluna Justiça que “É um absurdo, é um conchavo da Justiça com os advogados, o que fez retardar os recursos. Esses assassinos não são réus primários, têm oito processos nas costas, e animais como esses não podem ser soltos. O poder econômico deles é grande, e isso esta beneficiando. Isso é um absurdo e só prova que a justiça é lenta”.