“Roque Aras mente”, diz José Amando
Por Rafael Albuquerque
Estabeleceu-se a disputa entre Roque Aras e José Amando. Após lançar palavras virulentas contra José Amando, candidato à Presidência da OAB-BA, acusando-o de incompetência administrativa e sugerindo que o referido candidato desviou recursos da CAAB, a Comissão Eleitoral da OAB-BA condenou o candidato Roque Aras a divulgar direito de resposta de José Amando. Na carta que deve ser publicada no blog de Roque Aras, por força da condenação, José Amando aponta cinco mentiras de Roque Aras, justificando-se, em síntese, da seguinte forma:
1. Que não gastou R$ 52.000,00 em flores num evento da CAAB porque “parte desse valor foi patrocinada pela iniciativa privada: R$ 35.000,00. Logo o gasto da CAAB foi de R$ 17.000,00. Por último, vale ressaltar que houve concorrência para a realização do contrato e a empresa preterida, Decor Eventos, apresentara um orçamento de R$ 56.760,00, portanto, superior ao contratado.”
2. Nega ter majorado a dívida da 7,7 milhões do plano de saúde para R$ 15.000.000,00, embora reconheça que Dinailton Oliveira deixou “uma dívida de 7,7 milhões quando José Amando Jr. assumiu a Presidência da CAAB”. Afirma, em seguida, que “Em verdade, as desavenças entre Roque Aras e José Amando Jr começaram quando o primeiro compareceu à Assembléia Geral dos Associados do OAB/SALUS no 1º semestre de 2007 e insistiu em tumultuar o evento (prática recorrente em sua carreira de advogado), fazendo acusações pessoais aos advogados Ubaldo Pereira e Dinailton Oliveira. Como José Amando Jr não assumiu a postura pusilânime de acusações sem provas, Roque Aras o tomou como seu inimigo pessoal desde então.”
3. José Amando nega ter sido afastado da gestão da CAAB. Afirma que a intervenção no Plano de Saúde foi sugestão sua “para que fosse realizado o afastamento da Diretora de Saúde, pessoa sempre elogiada por Roque Aras em seus textos.” No texto José Amando acusa Jovani Aguiar, ex-diretora do Plano de advogar para hospitais que se beneficiaram com R$ 200.000,00, verbis: “Ocorre que a advocacia da Diretora afastada (advoga para hospitais, executando planos de saúde) era e continua sendo eticamente incompatível com o exercício da Diretoria de Saúde, cargo responsável pela gestão do plano de saúde OAB/SALUS. Tal sugestão era antiga, apoiada por outros Diretores da CAAB, e já deveria ter sido tomada no primeiro semestre de 2007. Para se ter uma idéia, quando afastada, um dos hospitais para o qual advoga já tinha um crédito junto à CAAB de mais de R$ 200.000,00, sem nem mesmo fazer parte da rede de hospitais credenciados.” Por fim, José amando reconhece a competência de David Bellas, atual candidato à Presidência da CAAB pela chapa de Saul Quadros, verbis: “ Hoje o plano está sendo gerido por um advogado associado – ao contrário da mencionada Diretora – que, mesmo fazendo parte do grupo político de Saul Quadros, há de se reconhecer que faz um bom trabalho.”
4. Nega ter tido a intenção de “vender o plano de saúde OAB/SALUS, ganhando comissões para tanto (Artigo “Como tipificar?”)”. Afirma que em 10 de julho de 2008, foi revogada a liminar do TRF do Rio de Janeiro – obtida ainda na gestão de Ubaldo Pereira e Dinailton Oliveira –, que mantinha o plano OAB/SALUS em funcionamento (http://www.trf2.gov.br/ - Processo nº 2006.02.02.000003-1). Desde então foi realizado um estudo minucioso para que o OAB/SALUS pudesse ser regularizado junto à ANS, o que de fato ocorreu meses depois, permitindo que o mesmo continue funcionando.
5. No último tópico que acusa Roque Aras de mentiroso, José Amando afirma que não ““estourou” o orçamento da CAAB com o edifício João Mangabeira (Artigo “Tratamento de choque”).” Diz que reformou o térreo do Centro de Cultura João Mangabeira sem qualquer ajuda financeira da OAB e sem a utilização de qualquer recurso proveniente da receita das anuidades dos advogados. Diz que utilizou recursos obtidos com a livraria, com o estacionamento, com a cafeteria e com o PROMAD. Além desses, a CAAB utilizou recursos provenientes do FIDA (Fundo de Incentivo e Desenvolvimento da Advocacia) e da economia de 01 ano (2008) de aluguéis pagos pelo estacionamento e livraria que no espaço já funcionavam antes da intervenção.