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CNJ encontra 2 mil processos escondidos em porão de Juizado Especial de Salvador

Por Rafael Albuquerque

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os juízes que atuam na corregedoria participam das inspeções nas varas e tribunais de todo o País. Essa devassa na justiça vem deixando muita gente insatisfeita. Como forma de iniciar as inspeções, o conselho avisa ao Tribunal de Justiça que vai analisar os processos que tramitam no Estado. Aqui na Bahia, assim como em outros estados, de acordo com matéria do Portal da Metrópole, os juízes responsáveis pelas inspeções já constataram manobras feitas com o propósito de maquiar a realidade. Ainda de acordo com a reportagem, num Juizado Especial de Salvador (BA), com base em análise prévia, os juízes do CNJ constataram a falta de 2 mil processos. Percorreram o prédio, abriram armários e gavetas, mas não obtiveram êxito na busca. Ao percorrer um dos corredores do prédio, o corregedor obteve a informação de um funcionário, que sussurrou para juízes da corregedoria: "Porão, porão!".


Os representantes do CNJ pediram para vistoriar o porão, onde encontraram pilhas e pilhas de processos acumulados. O volume de papel era tanto que não restou dúvida aos corregedores de que estavam diante de 2 mil processos. A manobra foi para omitir a baixa produtividade do Juizado, que veio à tona através de uma denúncia de um funcionário. No geral, as inspeções do CNJ têm mostrado que enquanto falta mão de obra na primeira instância, sobram funcionários comissionados em gabinetes de desembargadores. Outro problema está nas comarcas do interior, onde os juízes, que normalmente moram na capital, dão expediente em apenas três dias. São os chamados "juízes TQQ", uma alusão a terça, quarta e quinta-feira.
Com informações do Portal da Metrópole