Pichadora da Bienal, Caroline Pivetta, condenada a quatro anos
Por James Martins
A Justiça de São Paulo condenou Caroline Pivetta, 24 anos, conhecida como a pichadora da Bienal, a quatro anos de prisão, em regime semiaberto. A acusação é de formação de quadrilha e destruição de bem público. Por causa do gesto, ocorrido no ano passado, Pivetta ficou presa por 50 dias. Em janeiro deste ano, ela foi presa novamente sob suspeita de tentar furtar uma loja na zona sul de São Paulo, mas foi solta cinco dias depois. O advogado de Caroline, Augusto de Arruda Botelho, afirmou que irá recorrer da decisão, por detectar nesta 'defeitos técnicos'.
Em seu depoimento à polícia, Caroline Pivetta disse que se sentiu convidada pela curadoria da bienal a pichar o andar que estava vazio no prédio da Fundação Bienal em outubro do ano passado. Caroline confessou o crime, mas argumentou com parâmetros artísticos. “Foi uma manifestação artística. Eu me senti convidada pela curadoria da Bienal para ocupar o andar vazio. O andar vazio era um espaço de contemplação sim e também um espaço de manifestação artística”, disse.