Senado quer equiparar salário ao do STF
Por Rafael Lima
Com o aumento de 9% do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, os parlamentares iniciaram um movimento em causa própria que poderá intensificar o efeito cascata do reajuste. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu que os salários dos parlamentares, do presidente da República e dos ministros de Estado sejam equiparados ao dos ministros do Supremo. Com o aumento, a remuneração dos magistrados do STF passará dos atuais R$ 24.500 para R$ 26.723,13 mensais, a partir de 1º de fevereiro de 2010. O salário dos parlamentares é de R$ 16.512, enquanto o do presidente da República é de R$ 11.420 e o dos ministros de Estado, de R$ 10.748. De acordo com Jucá, não tem sentido o juiz, o desembargador, o ministro do Supremo ganhar mais que o presidente da República, um senador, um deputado federal, o ministro da Fazenda. Afirmou Jucá. Ele argumentou que a Constituição prevê o mesmo teto salarial para os chefes dos Poderes. Para o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que também reclamou do próprio salário, o valor que um ministro de Estado ganha é vergonhoso.
Com informações do Núcleo de Comunicação PGE