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Promotor do caso Igreja Universal já favoreceu a Rede Globo

Por Rafael Lima

Uma reportagem exibida ontem (17) pelo programa Repórter Record, apresentado por Marcos Hummel, rebateu as acusações feitas pelo Ministério Público de São Paulo e endossadas pela Rede Globo, além de reagir de forma ostensiva aos considerados ataques sofridos pela Igreja Universal do Reino de Deus e Rede Record. O programa revelou que o promotor Roberto Porto, que assinou a acusação, foi punido há alguns anos por favorecer a Rede Globo num caso em que uma entrevista do traficante Fernandinho Beira-Mar, feita por promotores, um deles o próprio Roberto, dentro de um presídio, foi exibida com exclusividade pela TV da família Marinho. Além disso, o Repórter Record apresentou provas de que o promotor manteve relação estável e mantém ligação de amizade com a juíza titular da vara que aceitou a denúncia. Vale ressaltar que a juíza pediu afastamento das funções antes da aceitação das denúncias. Por causa do fornecimento da entrevista ao Fantástico da TV Globo, o promotor Roberto Porto acabou punido com afastamento do Gaeco, o grupo do MP de combate ao crime organizado. A Record também exibiu entrevista telefônica em que o promotor confirma o relacionamento com a juíza, mas diz que não há qualquer ilegalidade nisso, na medida em que ela pediu licença das funções e que a denúncia foi recebida pelo juiz substituto. O promotor se esquivou de comentar a punição por supostamente favorecer a Globo. O programa também acusou a Globo de se apropriar de um terreno público de mais de 11 mil metros quadrados, vizinho à sede da emissora em São Paulo.